sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

ALEMANHA ORIENTAL EM 1989, POLÍTICA PERUIBENSE E JAIR BOLSONARO PRESIDENTE - DEZEMBRO DE 2018




No dia 2 de maio de 1989, a Hungria desmontou as cercas de arame farpado e desligou os alarmes em sua fronteira com a Áustria (decisão proposital do governo húngaro, que queria acabar com o socialismo na Europa oriental). Milhares de alemães orientais aproveitaram o que foi na prática uma ruptura na cortina de ferro, para fugirem rumo ao ocidente europeu. Esse movimento migratório contribuiu para uma severa crise política na Alemanha Oriental, levando a queda do presidente Erich Honecker e a uma disputa pelo poder dentro do partido comunista alemão-oriental (Sozialistische Einheitspartei Deutschland), o que não contribuiu para melhorar a situação do país.





Resultado de tudo isso? Após um discurso desastrado do porta-voz do Politburo, Günter Schabowski, sobre autorização para viajar livremente (onde, indagado sobre quando começariam as novas regras, disse de forma equivocada "agora mesmo"), multidões de juntaram junto ao famoso muro, exigindo direito de passar livremente para Berlim ocidental, os chamados postos de controle foram abertos e o pesadelo comunista acabou.

A crise peruibense em 2018 me lembra a crise alemã-oriental em 1989. Temos um governo, que embora esforçado, até agora não conseguiu fazer frente aos defeitos inerentes desta cidade, os quais só podem ser combatidos com mudanças profundas e não estéticas. Munícipes cansados do desemprego migram aos montes para outras terras, principalmente para Santa Catarina e a região metropolitana de Curitiba, e o recente encerramento do projeto de uma TERMOELÉTRICA (mais um MEGAINVESTIMENTO DESPREZADO), contribuiu na prática para que Peruba City se torne "fora do lugar" dentro da baixada santista. Esta cidade prossegue em crise profunda, pois poucas foram as melhorias até agora.


Não existe um projeto de desenvolvimento municipal que agrade a maioria, o que sobra são ideias pouco práticas e conflitantes. Enquanto alguns moradores do centro, de condomínios e bairros praianos aderem duma forma entusiasmada ao radicalismo ecológico (visão que restringe os grandes investimentos, necessários para reduzir o desemprego local), os mais pobres querem basicamente trabalho e equipamentos públicos eficientes, pouco se importando com a absurda visão duma Peruíbe estilo "paraíso perdido", que uma minoria (pois é) defende com rigor. O atual governo municipal enfrenta os problemas da cidade com dificuldade, e a insatisfação dos moradores é elevada.

Tenho dito faz muito tempo, que vários peruibenses têm demonstrado o quanto estão insatisfeitos migrando, pois cansaram de aguardar ou mesmo lutar por mudanças significativas. Mas a grande ruptura nesta cidade já se aproxima, como resultado das eleições deste ano.

Em 2019 veremos neste município o crescimento de uma força política legitimamente direitista, lugar cuja a elite se enxerga como progressista, enquanto o povo, farto da disputa bipolar PT/PSDB, optou por um caminho à direita, votando abertamente em Jair Messias Bolsonaro, dando a mínima para os apelos desesperados da intelligentsia bem-nascida, que é justamente formada pela parcela da população que menos migra, e que quando pode, prefere imigrar. 

A baixada santista logo terá Praia Grande como o município mais populoso e desenvolvido, e o próprio nome da região metropolitana perderá o sentido de ser, pois Santos não será mais a cidade líder, aquela que fica "à frente". Santistas e praia-grandenses disputarão a liderança regional, e Peruíbe (sempre de lado) terá de ficar atento às oportunidades, que o novo governo federal oferecerá ao vizinho Vale do Ribeira, o qual aos poucos se despede da miséria mais sinistra. Falo da necessidade em se fazer as escolhas corretas, sem a ilusão duma baixada que não nos traz prosperidade.

Se tudo correr bem, a "Neo Peruíbe" virá aí, mais vale-ribeirense, menos santista, e mais capitalista e conservadora, sendo que parte disso terá a ver com a nova etapa da revolução direitista, a qual agitará Brasília, a partir de janeiro de 2019.



MARCADORES: POSSE DE JAIR BOLSONARO 1 DE JANEIRO DE 2019, MUDANÇAS NA POLÍTICA DE PERUÍBE, ANO NOVO EM PERUÍBE 2019

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