quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

DROPS: #peruíbe CarnavalEmPeruíbe #PeruibensePulandoOCarnaval #OdeioCarnaval #CarnavalServePraNada - FEVEREIRO DE 2026



peruibense pulando o carnaval


Este peruibense odeia o carnaval. Estou me lixando pra quem acha que estou contra a "cultura brasileira", ou me indispondo com a diversão das pessoas e não entendendo a "importância" desse evento para a economia de Peruíbe. A questão é simples: os turistas virão para cá de qualquer forma, por causa do feriado, ficar pulando em bloco de rua, nunca foi e jamais será do interesse de todos os que visitam esta cidade ou moram nela. Ninguém é obrigado a dizer que gosta do que no fundo não aprecia. Detesto essa barulheira, ruas sujas e cheirando urina, e essa alegria duvidosa que só serve como  um anestésico social, aquele papo patético de "dar alegria ao povo", tipo a famigerada Copa do Mundo, que infelizmente se aproxima. Vou pular o carnaval em casa, abastecido de refrigerante zero, yorgurte, pizzas ocasionais, boa música e leituras enriquecedoras. 


domingo, 8 de fevereiro de 2026

#oiluizTV #AniversárioDoPT46Anos #FracassaEventoDoPTemSalvador #LulaCriticaEvangélicos #LulaPazEAmorAcabou - FEVEREIRO DE 2026








DROPS: #ShowsEmPeruíbe #VivaVerão2026 #TemporadaDeVerão #MúsicaNoYoutube #CarnavalEmPeruíbe #noite #dormir - FEVEREIRO DE 2026




Shows noturnos? Prefiro as noites para dormir!

O chamado Festival Viva Verão tem sido um grande sucesso em Peruíbe. Ontem (sábado), o show com Luan Santana teve um enorme público, mas não sei se a apresentação dele foi a que teve maior público até agora. Soube que moradores de Itariri (onde eu trabalho), Pedro de Toledo e até de Miracatu vieram para assistir, ou seja, muita gente do vale do ribeira, mas também têm vindo frequentadores da baixada (como Itanhaém e Mongaguá). Claro que um dos propósitos do evento é o de dar uma opção de entretenimento para turistas paulistanos nesta temporada de verão (que em breve se encerrará no já próximo carnaval), mas a presença de visitantes das cidades vizinhas demonstra que Peruíbe pode aproveitar a sua localização geográfica (entre duas regiões distintas), para lucrar não apenas com os turistas de São Paulo e da maior região metropolitana de SP. É uma questão de uma estratégia turística adequada. E este blogueiro assistiu algum show? Sinceramente, esse tipo de evento não é a minha praia. Prefiro aproveitar o ócio nas noites peruibenses para ler, escutar música no youtube e é claro, ir dormir, simples assim, nanodesu!





POSTAGEM RECOMENDADA: LUAN SANTANA VERSUS KIKO ZAMBIAMCHI NO ALTAS HORAS



ENSAIO: #peruíbe #TemporadaDeVerãoEmPeruíbe #EmpregosEmPeruíbe #PovoPeruibense #CarnavalEmPeruíbe - FEVEREIRO DE 2026




Vamos supor que você seja um jovem pai ou mãe pobre (pois é), mora aqui em Peruíbe com a família, constituída por seu cônjugue, e uns dois filhos pequenos, ambos com menos de dez anos. Como uma pessoa minimamente responsável, você e teu marido ou esposa possuem três objetivos materiais básicos:

• alcançar estabilidade na velhice (boas aposentadorias para ambos);
• segurança financeira enquanto ainda trabalham (uma condição econômica menos apertada);
• futuro educacional e profissional para os filhos (cursos universitários que lhes garantam profissões melhor pagas que as dos próprios pais);

Mas aí existe a questão, a de que se esses objetivos possam ser alcançados aqui nesta cidade, um lugar com infraestrutura precária, poucos empregos (pois é, de novo) e equipamentos públicos tidos como insatisfatórios (fatores que sempre prejudicam aos mais pobres). É possível para você e tua pequena família conseguir ser bem-sucedida onde tantos outros já falharam tentando, o que os fez optar pela migração? Como já disse em outros tempos, só não saí de Peruíbe por ter me tornado funcionário público, caso contrário teria desistido, e hoje já estaria bem longe, provavelmente residindo mais ao sul, um cenário hipotético em que teria trocado a terra do cação pela do pinhão, algo que muitos já o fizeram, sem arrependimentos. Tem quem tenta se tornar comerciante, ou busca o caminho do concurso público (assim como o blogueiro aqui fez), ou simplesmente vai embora, e sei que em breve, muitos irão embora.

Sim, isso vai acontecer. Esta temporada de verão em Peruíbe (que se concluirá no próximo carnaval, ainda em fevereiro), foi a mais fraca em anos, bem abaixo das expectativas. Com um movimento turístico aquém do esperado, vai ter menos dinheiro circulando por aí após o fim das festividades carnavalescas, comerciantes terão menos recursos para reformas de suas casas, e em outros gastos que costumam gerar trabalho para vários trabalhadores informais, ou seja, se a 'pequena burguesia' local tem menos para gastar, pior para os que estão na base da pirâmide. A carestia social nesta cidade só irá se agravar, principalmente na periferia. Em bairros como o Caraguava e Vila Erminda, o aumento severo do desemprego será mais sentido e lamentado.

Concluindo o meu texto opinativo, caso você se encaixe como parte do grupo familiar que lá no início descrevi (pai ou mãe, tanto faz), tentar a vida num subúrbio de alguma cidade sulista (nem precisa ser uma metrópole tipo Curitiba ou Florianópolis) pode ser mais satisfatório do que permanecer por aqui, pois tempos bem difíceis para a terra da eterna juventude virão, independente de finalmente termos um hospital, nanodesu!


sábado, 7 de fevereiro de 2026

POSTAGEM ZOEIRA: #MuriloCouto #CançãoPatriótica #MeuAmigoFlávio #MúsicaViral #FlávioBolsonaro #Bolsonaristas #peruíbe - FEVEREIRO DE 2026



Meus agradecimentos ao humorista (de esquerda) Murilo Couto, criador da canção "Meu Amigo Flávio". Se o propósito era criar uma piada, isso deu tão certo quanto aquelas manifestações de esquerdistas em 2013 que no final descambaram para a direita, a tal ponto que Jair Bolsonaro começou a aparecer nas pesquisas para presidente da república. Valeu pelo 'apoio', nanodesu! kkkkkkk








sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

DROPS: #CanalRobCorrea #ClasseMédiaCompraApartamentos #Construtoras #Mercado#peruíbe #VerticalizaçãoDePeruíbe - FEVEREIRO DE 2026



O proleta que aqui escreve viu o vídeo acima e conclui: será que uma verticalização imobiliária (prédios altos) nos bairros praianos de Peruíbe vai ser mesmo um bom negócio para a cidade, moradores e veranistas? Claro, a prefeitura vai arrecadar muitíssimo IPTU, empregos temporários surgirão com as contruções, mas e depois? Em um momento no futuro, a questão da verticalização terá de ser finalmente decidida, e espero que esta postagem ajude na discussão.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

DROPS: #AgenteDeOrganizaçãoEscolar #MinhaEscola #EscolaPública #VoltaÀsAulas #AnoLetivo - FEVEREIRO DE 2026




Pois é, o ano letivo na rede pública escolar paulista começa amanhã (menos nas ETCS), com os agentes de organização escolar (aoes) que estiveram de férias em janeiro, retornando ao trabalho. Mais um ano de desafios começa, mais um que lutaremos para garantir o 'pão de cada dia'. Não sou alguém que se enxerga como um "educador", alguém que idealiza o próprio trabalho, como algo que 'ajuda a transformar a sociedade', ou outra bobagem paulofreiriana (pois é). Meu emprego é para me sustentar, sem fantasias idealistas (do tipo "o que eu faço é importante"), sendo minha obrigação cumprir as minhas funções com profissionalismo, tratando bem os alunos, por exemplo. Quem aqui escreve é apenas um cara gosta do próprio cargo, mas não espera por qualquer reconhecimento, nanodesu. E um bom início de aulas para todos vocês!




Para acessar as legendas em português no vídeo, clique em detalhes, e siga as instruções.


sábado, 31 de janeiro de 2026

O ÚLTIMO ORELHÃO DE PERUÍBE: #peruíbe #rodoviária #anos80 #orelhão #TelefonePúblico #OFimDosOrelhões #anatel - JANEIRO DE 2026







Os famosos orelhões, que em breve desaparecerão da paisagem urbana brasileira, existem desde 1972. Oficialmente chamado de 'Telefone de Uso Público', virou 'telefone público' e simplesmente 'orelhão'. O design da cabine foi criação de Chu Ming Silveira, uma arquiteta nascida na China, naturalizada brasileira e residente em São Paulo. Seu projeto foi aprovado e posto nas ruas pela Compania Telefônica Brasileira (aqui em São Paulo, antecessora da Telesp).  Tendo recebido vários apelidos (como "tulipa" e "capacete de astronauta"), o orelhão foi o que acabou pegando, em parte por causa da própria criadora, que batizou uma versão menor de "orelhinha", embora ela mesma disse que tinha forma de ovo. Feito de fibra de vidro, resistente ao sol e à chuva e não sendo muito alto para os usuários, esse inusitado protetor de telefone público fez história no Brasil.




Sim, tinha fila para se usar o orelhão



Nas grandes cidades do país, em horários de maior movimento nas ruas, as filas nesses equipamentos telefônicos eram comuns. Celulares eram quase que ficção científica e poucas pessoas tinham telefone em casa. Ter um na própria residência era tão raro que obtê-lo gerava admiração e até inveja, quando não espanto, que o diga o comercial abaixo:




Hoje parece piada, mas três milhões de linhas telefônicas em São Paulo naquela época (final dos anos 70), foi praticamente um evento histórico, num país bem atrasado tecnologicamente, o que favoreceu a popularidade dos "amarelinhos".



Em outro comercial, a telesp chega até Rifaina, uma pequena e tranquila cidade paulista, que fica na divisa com Minas Gerais. O "obrigado, moça" do senhor, que eu mesmo já disse para gravações, evoca antigas lembranças. E, é claro, com a lentidão da expansão das linhas fixas (fossem elas residenciais ou comerciais), as cabines de criação nacional seguiam na preferência das pessoas, que para usá-las, tinham que comprar as "fichas", pois com a inflação, não dava pra se fazer que nem nos EUA e usar moedinhas. Os cartões passaram a ser usados no início da década de noventa:





Embora vistos como equipamentos essenciais para os brasileiros se comunicarem, ou seja, eram de utilidade pública (extrema utilidade pública), nem todos os usavam e os tratavam com o devido respeito. No final dos anos 70, o vandalismo era tão elevado, que gerou o famoso - e polêmico - comercial da Telesp (quase sempre ela!), 'intitulado Morte do Orelhão', que segundo se conta, contribuiu para a redução no número de depredações:




E teve também o "orelhão azul", criado para ligações interurbanas (o amarelinho foi priorizado para ligações locais), ou seja, dava pra ligar até para cidades em outros estados do país. Isso parece que foi em outro século ... espera aí! Foi em outro século!



Encerro meu texto por aqui. O orelhão foi bom e importante, mas a sua finitude nos lembra de um fato, o de que que mesmo que não estejamos no "mundo dos Jetsons", faz mais de duas décadas que teve início o século 21. Sem dúvida é o fim de uma Era.


 


Charge do Gilmar Fraga/ jornal Zero Hora