Vamos supor que você seja um jovem pai ou mãe pobre (pois é), mora aqui em Peruíbe com a família, constituída por seu cônjugue, e uns dois filhos pequenos, ambos com menos de dez anos. Como uma pessoa minimamente responsável, você e teu marido ou esposa possuem três objetivos materiais básicos:
• alcançar estabilidade na velhice (boas aposentadorias para ambos);• segurança financeira enquanto ainda trabalham (uma condição econômica menos apertada);
• futuro educacional e profissional para os filhos (cursos universitários que lhes garantam profissões melhor pagas que as dos próprios pais);
Mas aí existe a questão, a de que se esses objetivos possam ser alcançados aqui nesta cidade, um lugar com infraestrutura precária, poucos empregos (pois é, de novo) e equipamentos públicos tidos como insatisfatórios (fatores que sempre prejudicam aos mais pobres). É possível para você e tua pequena família conseguir ser bem-sucedida onde tantos outros já falharam tentando, o que os fez optar pela migração? Como já disse em outros tempos, só não saí de Peruíbe por ter me tornado funcionário público, caso contrário teria desistido, e hoje já estaria bem longe, provavelmente residindo mais ao sul, um cenário hipotético em que teria trocado a terra do cação pela do pinhão, algo que muitos já o fizeram, sem arrependimentos. Tem quem tenta se tornar comerciante, ou busca o caminho do concurso público (assim como o blogueiro aqui fez), ou simplesmente vai embora, e sei que em breve, muitos irão embora.
Sim, isso vai acontecer. Esta temporada de verão em Peruíbe (que se concluirá no próximo carnaval, ainda em fevereiro), foi a mais fraca em anos, bem abaixo das expectativas. Com um movimento turístico aquém do esperado, vai ter menos dinheiro circulando por aí após o fim das festividades carnavalescas, comerciantes terão menos recursos para reformas de suas casas, e em outros gastos que costumam gerar trabalho para vários trabalhadores informais, ou seja, se a 'pequena burguesia' local tem menos para gastar, pior para os que estão na base da pirâmide. A carestia social nesta cidade só irá se agravar, principalmente na periferia. Em bairros como o Caraguava e Vila Erminda, o aumento severo do desemprego será mais sentido e lamentado.
Concluindo o meu texto opinativo, caso você se encaixe como parte do grupo familiar que lá no início descrevi (pai ou mãe, tanto faz), tentar a vida num subúrbio de alguma cidade sulista (nem precisa ser uma metrópole tipo Curitiba ou Florianópolis) pode ser mais satisfatório do que permanecer por aqui, pois tempos bem difíceis para a terra da eterna juventude virão, independente de finalmente termos um hospital, nanodesu!
Mas aí existe a questão, a de que se esses objetivos possam ser alcançados aqui nesta cidade, um lugar com infraestrutura precária, poucos empregos (pois é, de novo) e equipamentos públicos tidos como insatisfatórios (fatores que sempre prejudicam aos mais pobres). É possível para você e tua pequena família conseguir ser bem-sucedida onde tantos outros já falharam tentando, o que os fez optar pela migração? Como já disse em outros tempos, só não saí de Peruíbe por ter me tornado funcionário público, caso contrário teria desistido, e hoje já estaria bem longe, provavelmente residindo mais ao sul, um cenário hipotético em que teria trocado a terra do cação pela do pinhão, algo que muitos já o fizeram, sem arrependimentos. Tem quem tenta se tornar comerciante, ou busca o caminho do concurso público (assim como o blogueiro aqui fez), ou simplesmente vai embora, e sei que em breve, muitos irão embora.
Sim, isso vai acontecer. Esta temporada de verão em Peruíbe (que se concluirá no próximo carnaval, ainda em fevereiro), foi a mais fraca em anos, bem abaixo das expectativas. Com um movimento turístico aquém do esperado, vai ter menos dinheiro circulando por aí após o fim das festividades carnavalescas, comerciantes terão menos recursos para reformas de suas casas, e em outros gastos que costumam gerar trabalho para vários trabalhadores informais, ou seja, se a 'pequena burguesia' local tem menos para gastar, pior para os que estão na base da pirâmide. A carestia social nesta cidade só irá se agravar, principalmente na periferia. Em bairros como o Caraguava e Vila Erminda, o aumento severo do desemprego será mais sentido e lamentado.
Concluindo o meu texto opinativo, caso você se encaixe como parte do grupo familiar que lá no início descrevi (pai ou mãe, tanto faz), tentar a vida num subúrbio de alguma cidade sulista (nem precisa ser uma metrópole tipo Curitiba ou Florianópolis) pode ser mais satisfatório do que permanecer por aqui, pois tempos bem difíceis para a terra da eterna juventude virão, independente de finalmente termos um hospital, nanodesu!








