quarta-feira, 19 de outubro de 2016

NUM BRASIL COM 22,7 MILHÕES DE PESSOAS SEM TRABALHO, PERUÍBE PROSSEGUE SEM FUTURO - OUTUBRO DE 2016




Em um país com 22,7 milhões de pessoas sem trabalho, Peruíbe prossegue como uma cidade sem futuro. Simples assim. 

Se a recuperação da economia brasileira demorar mais do que o esperado, este município corre o risco de ser reduzido à indigência, ou seja, se tornar ainda mais dependente dos poucos trocados de veranistas da classe média baixa, vindos da região metropolitana de SP, sendo ridículo acreditar que a situação municipal possa melhorar sem uma melhora significativa na economia nacional. 

Numa cidade a qual muitos sonhavam que poderia se tornar uma Guarujá do litoral sul paulista, a decadência foi profunda. A favor da recuperação dela cito as praias, o turismo de verão, o comércio com os visitantes do Vale do Ribeira, o potencial ecoturístico e as pouco valorizadas agricultura e pesca. E a desfavor da mesma também cito um elevado número de desempregados crônicos, equipamentos públicos deficientes, a migração em massa dos jovens (muitos deles bem instruídos) e um visível desinteresse dos municípios da baixada santista (quantos santistas sabem que Peruíbe é da "baixada"?) por esta cidade.

Inútil e insensato falar em uma recuperação peruibense sem levar em conta a recuperação brasileira. O problema é que em Peruíbe predomina uma visão bairrista e de certa forma "bolhista". Basta dizer que enquanto uns poucos - em proporção ao número de habitantes daqui - lutavam pelo impeachment da dilminha, uns "politizados" diziam que o certo era "lutarmos para mudar Peruíbe primeiro". Não sabia se ria ou balançava a cabeça. 

Quando pensarem na cidade, parem de esquecer do país, está bem?


MARCADORES: PERUÍBE, PERUIBENSES, PERUIBANOS, TRABALHO, DESEMPREGO NO BRASIL 2016, DESEMPREGADOS

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