Jens-Frederik Nielsen, governador da Groenlândia, em manifestação
17 Jan (Reuters) - Manifestantes na Dinamarca e na Groenlândia protestaram neste sábado contra a exigência do presidente Donald Trump de que a ilha do Ártico seja cedida aos EUA e pediram que ela determine seu próprio futuro.
Trump diz que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la. Nações europeias enviaram esta semana pessoal militar para a ilha a pedido da Dinamarca.
Em Copenhague, manifestantes gritavam 'A Groenlândia não está à venda' e seguravam slogans como 'Não significa Não' e 'Tire as mãos da Groenlândia' ao lado da bandeira vermelha e branca do território, enquanto marchavam em direção à embaixada dos EUA.
Alguns usavam bonés de beisebol vermelhos que lembram os bonés 'Make America Great Again' dos apoiadores de Trump, mas com o slogan 'Make America Go Away'.
Em Nuuk, capital da Groenlândia, centenas de manifestantes liderados pelo primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen carregavam bandeiras e faixas semelhantes enquanto se dirigiam ao consulado dos EUA.
Eles passaram por um quarteirão recém-construído para onde Washington planeja transferir seu consulado - atualmente um prédio de madeira vermelha com quatro funcionários.
Os organizadores estimaram que mais de 20.000 pessoas participaram do protesto em Copenhague - o que equivale a toda a população de Nuuk - embora a polícia não tenha fornecido um número oficial. Outros protestos foram realizados em toda a Dinamarca.
COMENTÁRIO: o anarcomunicipalista (neologismo meu) que aqui escreve não acredita na possibilidade de Trump desistir em anexar a Groenlândia, simplesmente a maior ilha do mundo, riquíssima em minérios e de importante localização estratégica. Mas não nego a minha simpatia para com esta causa aparentemente perdida. O governador groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, um rapaz de 34 anos, está peitando o homem laranja de um jeito que chama a atenção global. E não dá para compará-lo ao deposto ditador Nícolas Maduro ou o tiranete de Cuba, Miguel Díaz-Canel. Trata-se de um governante democraticamente eleito, e amado por seu povo, tendo liderado a maior manifestação pública da história groenlandesa (cerca de duzentas pessoas, numa população de cinquenta e seis mil), com repercução internacional. Sou obrigado a admitir que ele conta com a minha simpatia. Quem sabe Trump se contente com algum tipo de soberania compartilhada, algo que não deixaria de ser vantajoso aos EUA. Agora é esperar pra ver, nanodesu!

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