Tudo indica que Trump conseguirá o que queria, quanto a questão da Groenlândia: um acordo favorável, simplesmente impossível de alcançar antes dele falar grosso com a Dinamarca e a própria OTAN. Provavelmente a solução envolverá a criação de novas bases militares estadunidenses em território groenlandês, tal como as bases britânicas em Chipre, que são consideradas territórios do Reino Unido, ou seja, concessões territoriais significativas. Nesse acordo, grande parte da maior ilha do mundo prosseguirá sendo território autônomo da Dinamarca, ilha que aliás, durante a segunda guerra mundial, teve que ser protegida por militares dos EUA, ante a possibilidade de uma invasão nazista (os alemães chegaram a criar quatro estações meteorológicas na costa leste groenlandesa, após derrotarem os dinarmaqueses e ocuparem o país), a devolvendo ao controle de Copenhagen em 1945, após a rendição alemã. Em Davos ele falou sobre isso, num discurso que para muitos foi sem dúvida humilhante. Nessa a rússia (com pretenções de expansão no ártico) perdeu, a China perdeu (obviamente ela não poderá explorar os recursos minerais daquele "bloco de gelo"), e o povo groenlandês - pois é - venceu, pois continuará do lado que escolheu ficar (o dinamarquês), desejo bem demonstrado numa manifestação histórica na capital Nuuk, sob a liderança do primeiro- ministro Jens-Frederik Nielsen, um rapaz de 34 anos que demonstra muito amor por sua própria terra, e francamente tem a minha admiração, mesmo que a causa dele pareça perdida. Espero no futuro ouvir falar mais dele.

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