Eu tenho a impressão de que muito comerciante 'rico' está desistindo desta cidade, trocando a idéia de "lutar por Peruíbe por "mudar de Peruíbe". 'Antigamente' (poucas décadas atrás) o comerciante 'rico' (pequeno burguês empreendedor) tinha um certo otimismo, ao preparar o filho/filha para o suceder no negócio, ou ajudando a criar um empreendimento próprio. Atualmente a ajuda consiste em mandar o rebento para São Paulo ou alguma metrópole sulista, ou seja, famílias vistas como prósperas desistindo de Peruba City (mandando as "crianças" embora primeiro), e com uma certa razão. Hoje, o destino de quase todo o jovem que estudou do primário ao ensino médio em escola particular e depois conseguiu diploma universitário numa faculdade cara, será o de buscar emprego naquelas empresas que ocupam andares inteiros em edifícios de escritórios de grandes cidades, ou de prestar concurso público para um cargo com alto salário na esfera federal ou estadual, abandonando, de forma temporária ou permanente, o sonho burguês de se tornar um empresário peruibense de sucesso, habitando uma mansão próxima da praia ou em um condomínio luxuoso, o topo da nossa pirâmide social. 'Antigamente', era da massa desesperançada de humildes da periferia, que tenta sobreviver através de 'bicos', benefícios sociais, magras aposentadorias ou labutando no setor de serviços, que saíam quase todos os jovens em busca de oportunidades lá fora, principalmente no sul. No passado os 'ricos' locais migravam - ou imigravam - menos, mas agora vemos vários deles trocando as praias daqui, pelas de Santos, Praia Grande (pois é), Florianópolis e Balneário Camboriú. "Tecle o F e confime", nanodesu!

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