A minha visão para solução dos grandes problemas peruibenses tem sido frequentemente condicionada ao que já chamei de 'ceticismo político municipalista' ou 'anarcomuncipalismo' (ambos neologismos de minha autoria), uma férrea doutrina que não me faz acreditar (quantas vezes já disse isso!), numa força política local que promova mudanças significativas nesta cidade, através de um governo minimamente capaz, sendo para mim impossível imaginar uma solução, só tendo testemunhado lutas pelo poder intermináveis. Meu ceticismo contribuiu para que me imaginasse como um personagem de diferentes versões 'peruibenses' daqueles filmes tech noir hollywoodianos ambientados no futuro, um quase 'NPC' só tentando sobreviver. De fato, os anti-heróis do universo cyberpunk — frequentemente, hackers ou párias de rua — nunca possuem a intenção de salvar o mundo, apenas a própria pele, de parentes (quando os têm) ou tentam ajudar como podem as pobres comunidades (micro-sociedades) em que vivem. Assim como eles, aceitei a minha "exclusão social" (este peruibense livre não integra qualquer grupo político local), optando pelo hiperindividualismo e uma defesa intransigente da minha liberdade de expressão. Numa terra em que a solidariedade é praticada por poucos, o conceito da ação coletiva (que pode ser praticada através de manifestações públicas), tende a ter poucos resultados positivos, ou seja, se vocês já me viram num desses eventos públicos, em que moradores se reúnem para fazer reinvidicações ao governo municipal, fui aos mesmos mais para registrar que foram realizados, do que por acreditar em suas causas e portanto apoiá-las. Estou 'tacando o F', nanodesu!
BLOG RECOMENDADO: A ANTIGA "LOUCURA" DESTE PERUIBENSE, CANSADO DA LUTA CONTRA OS "TITÃS"














