Ontem foi uma data bem inusitada: aniversário da emancipação político-administrativa de Peruíbe (67 anos), quarta-feira de cinzas (carnaval acabou anteontem), e também o fim da temporada de verão 2025/2026. Agora, veremos o comércio local tendo de se virar com os gastos de aposentados, funcionários públicos e uns poucos visitantes de feriados e fins-de-semana. O último natal, o réveillon, férias escolares em janeiro e por último o carnaval, tiveram um movimento turístico aquém (abaixo) do esperado. Moro no centro, próximo da praia, e me impressionei com a falta de barulho nas madrugadas, desde os feriados de dezembro. Nem os shows do Viva Verão fizeram muita diferença. Como esta cidade irá suportar isso? Os efeitos severos dos mais de três anos de (des)governo petista em Brasília, finalmente chegaram até aqui. E a situação para a economia de Peruba City pode ficar ainda mais grave, se a escala 6x1 for de fato encerrada na marra. Como os comerciantes de Peruíbe conseguirão se adaptar a isso? Infelizmente 2026 só está no começo. E fazer o L não vai fazer tudo passar, nanodesu!
Amanhã este peruibense curtirá apenas parte desse feriado municipal, o aniversário de 67 anos da emancipação político-administrativa de Peruíbe, já que trabalho em Itariri, e terei que ir lá à tarde. Muitos outros moradores também estarão fora, para garantir o próprio sustento, o que não muda o fato de gostarmos desta cidade, e de certa forma lutarmos pela mesma. Sei que sou incompreendido por quem não entende a minha postura de municipalista libertário (a de não buscar conexões com a política local, depender o mínimo possível de políticos, e recomendar que mais gente faça o mesmo), mas quando percebi que uma certa 'elite' jamais me ajudaria (nunca me ajudou), esse foi o caminho que escolhi e não me arrependo. Dependa o menos possível dos "poderosos", essa é a recomendação que faço aqui para todo peruibense, o de buscar a própria liberdade. Reflita sobre isso nessa quarta-feira de cinzas (18 de fevereiro), nanodesu!
O que mais me impressionou ontem de manhã (segunda-feira de carnaval), em pleno fim da madrugada, foi o incrível silêncio das ruas. Ninguém bêbado (ou coisa pior), nenhum zé mané de moto correndo em alta velocidade, nenhum bando de vagabundos fazendo baile funk (pancadão) nas proximidades, nenhum sinal da tal folia carnavalesca que costuma se manifestar fora dos blocos, em diferentes horas do dia. A cidade sequer teve um único congestionamento, o trânsito fluiu normal! Ao contrário de outros carnavais (pois é), este está sendo incrivelmente tranquilo e civilizado. Se por um lado este anti-carnavalesco (só gosto do feriado, dispenso essa patética festa da carne) agradece por esse inusitado sossego, por outro sei que essa situação é bem anormal para este período festivo, que também é o de encerramento da temporada de verão. Deve ser o desemprego em 5%, inflação em apenas 4,5%, economia do Brasil bombando e o povo de São Paulo cheio de dinheiro lotando o litoral! Estranho, estranho até demais, nanodesu!
Para este peruibense, o feriadão do carnaval é isso: poder ver o nascer do sol na praia de Peruíbe, em plena segunda-feira, após uma noite tranquila e sem barulho e arruaceiros. Nenhum pancadão, nenhum vizinho enchendo o saco com som alto, uma manhã tranquila para aproveitar o nascer do sol, o som do mar, para mim um som de liberdade. Gosto do feriado, não da bagunça carnavalesca.
Neste sábado de carnaval ensolarado em Peruíbe, vi o centro da cidade mais movimentado, mas bem tranquilo, do jeito que gosto em qualquer feriadão. Espero que continue assim.
Este peruibense odeia o carnaval. Estou me lixando pra quem acha que estou contra a "cultura brasileira", ou me indispondo com a diversão das pessoas e não entendendo a "importância" desse evento para a economia de Peruíbe. A questão é simples: os turistas virão para cá de qualquer forma, por causa do feriado, ficar pulando em bloco de rua, nunca foi e jamais será do interesse de todos os que visitam esta cidade ou moram nela. Ninguém é obrigado a dizer que gosta do que no fundo não aprecia. Detesto essa barulheira, ruas sujas e cheirando urina, e essa alegria duvidosa que só serve como um anestésico social, aquele papo patético de "dar alegria ao povo", tipo a famigerada Copa do Mundo, que infelizmente se aproxima. Vou pular o carnaval em casa, abastecido de refrigerante zero, yorgurte, pizzas ocasionais, boa música e leituras enriquecedoras.
O chamado Festival Viva Verão tem sido um grande sucesso em Peruíbe. Ontem (sábado), o show com Luan Santana teve um enorme público, mas não sei se a apresentação dele foi a que teve maior público até agora. Soube que moradores de Itariri (onde eu trabalho), Pedro de Toledo e até de Miracatu vieram para assistir, ou seja, muita gente do vale do ribeira, mas também têm vindo frequentadores da baixada (como Itanhaém e Mongaguá). Claro que um dos propósitos do evento é o de dar uma opção de entretenimento para turistas paulistanos nesta temporada de verão (que em breve se encerrará no já próximo carnaval), mas a presença de visitantes das cidades vizinhas demonstra que Peruíbe pode aproveitar a sua localização geográfica (entre duas regiões distintas), para lucrar não apenas com os turistas de São Paulo e da maior região metropolitana de SP. É uma questão de uma estratégia turística adequada. E este blogueiro assistiu algum show? Sinceramente, esse tipo de evento não é a minha praia. Prefiro aproveitar o ócio nas noites peruibenses para ler, escutar música no youtube e é claro, ir dormir, simples assim, nanodesu!
Vamos supor que você seja um jovem pai ou mãe pobre (pois é), mora aqui em Peruíbe com a família, constituída por seu cônjugue, e uns dois filhos pequenos, ambos com menos de dez anos. Como uma pessoa minimamente responsável, você e teu marido ou esposa possuem três objetivos materiais básicos:
• alcançar estabilidade na velhice (boas aposentadorias para ambos);
• segurança financeira enquanto ainda trabalham (uma condição econômica menos apertada);
• futuro educacional e profissional para os filhos (cursos universitários que lhes garantam profissões melhor pagas que as dos próprios pais);
Mas aí existe a questão, a de que se esses objetivos possam ser alcançados aqui nesta cidade, um lugar com infraestrutura precária, poucos empregos (pois é, de novo) e equipamentos públicos tidos como insatisfatórios (fatores que sempre prejudicam aos mais pobres). É possível para você e tua pequena família conseguir ser bem-sucedida onde tantos outros já falharam tentando, o que os fez optar pela migração? Como já disse em outros tempos, só não saí de Peruíbe por ter me tornado funcionário público, caso contrário teria desistido, e hoje já estaria bem longe, provavelmente residindo mais ao sul, um cenário hipotético em que teria trocado a terra do cação pela do pinhão, algo que muitos já o fizeram, sem arrependimentos. Tem quem tenta se tornar comerciante, ou busca o caminho do concurso público (assim como o blogueiro aqui fez), ou simplesmente vai embora, e sei que em breve, muitos irão embora.
Sim, isso vai acontecer. Esta temporada de verão em Peruíbe (que se concluirá no próximo carnaval, ainda em fevereiro), foi a mais fraca em anos, bem abaixo das expectativas. Com um movimento turístico aquém do esperado, vai ter menos dinheiro circulando por aí após o fim das festividades carnavalescas, comerciantes terão menos recursos para reformas de suas casas, e em outros gastos que costumam gerar trabalho para vários trabalhadores informais, ou seja, se a 'pequena burguesia' local tem menos para gastar, pior para os que estão na base da pirâmide. A carestia social nesta cidade só irá se agravar, principalmente na periferia. Em bairros como o Caraguava e Vila Erminda, o aumento severo do desemprego será mais sentido e lamentado.
Concluindo o meu texto opinativo, caso você se encaixe como parte do grupo familiar que lá no início descrevi (pai ou mãe, tanto faz), tentar a vida num subúrbio de alguma cidade sulista (nem precisa ser uma metrópole tipo Curitiba ou Florianópolis) pode ser mais satisfatório do que permanecer por aqui, pois tempos bem difíceis para a terra da eterna juventude virão, independente de finalmente termos um hospital, nanodesu!