
E tipos assim "ajudarão" a decidir os rumos do país em 3 de outubro. Pois é.












Fonte: http://www.estadao.com.br/
Comentário: adorei a parte da notícia onde é dito que "Muitas famílias que dependiam de receber bolsa do governo ou cesta básica da prefeitura agora ganham mais de R$ 1 mil por mês com o leite." Para um município onde até recentemente um terço da população sobrevivia com meio salário mínimo, o que ocorre lá é uma incrível transformação social.
Anos atrás, um certo senhor falou em incentivar a bubalinocultura em Peruíbe. Considerando o tamanho da nossa área rural, e o fato dessa atividade ter tido uma presença significativa no nosso passado, não era uma idéia descabida. Mas ficou apenas nisso, no terreno das idéias.
Melhor é priorizar o turismo de verão e todos os seus exageros, o qual sempre conta com uma grande massa de desocupados, prontos para se sacrificarem em troca de ganhos que não valem o esforço.
Esta é a terra onde uns empregadores com CORAÇÕES DE PEDRA perguntam aos coitados em busca da sobrevivência, se eles querem EMPREGO OU TRABALHO, típica estratégia de quem quer explorar, e que está se lixando para direitos trabalhistas. Dependendo da resposta, o infeliz não consegue a vaga.
O modelo econômico daqui precisa dessa massa de ociosos, pois assim os custos para os negócios que dependem dos veranistas se reduzem bastante, o que aumenta consideravelmente os lucros. Quem vai em busca de emprego...digo, de TRABALHO, em uma loja de 1,99 não pode se dar ao luxo de pedir ao futuro patrão ou patroa registro na CARTEIRA DE TRABALHO. Isso fica para depois....para bem depois, sendo necessário mostrar serviço, pelo menos até o carnaval. Então, QUEM SABE, o funcionário consegue se efetivar.
Não vejo interesse real de se mudar isso, pois é um círculo vicioso, tanto para empregado como para empregador. Já vi gente que trabalha para um patrão só durante o verão, fica "vivendo" de bicos durante a naior parte do ano, até o mês de dezembro chegar, quando volta para trabalhar PARA O MESMO EMPREGADOR. Situação muito normal por aqui.
Como o que pouco existe em Peruíbe são atividades produtivas, daquelas em que é menor o risco de dispensa do empregado após um curto período de tempo - tipo os três meses do veraneio - esse problema permanecerá. Está mais do que na hora de se aprender com as lições de lugarejos os quais AINDA não são prósperos.
