segunda-feira, 18 de junho de 2012

A PATÉTICA INVEJA DE UM PERUIBENSE, DO QUAL NÃO SINTO SAUDADES



Há mais de cinco anos eu sou funcionário público. Passei o diabo antes de chegar a essa condição, pois já fui um dos infelizes desempregados desta cidade.


Me considerei no fundo do poço quando eu tive o desprazer em arrumar um "emprego" de plantonista em uma imobiliária (não direi qual imobiliária, naturalmente). Ficar de plantão em uma casa, esperando por algum comprador em potencial, parecia ser algo bem simples, mas me arrependi.


O sujeito que me contratou era UM MALA SEM ALÇA !!! Nem o patrão ele era. Vivia me ENCHENDO O SACO com as suas asneiras.


Funcionava assim: este blogueiro nada recebia pelos plantões, era obrigado a contar com a chance de ser visitado por alguém que acabasse comprando o imóvel, para aí então ganhar uma porcentagem. Mas isso era o de menos. O problema era o corretor.


Um corretor que exigia que lavasse o chão das casas em que ficava de plantão, sem que eu ganhasse nada por isso. Um infeliz que várias vezes me insultou, apenas pelo prazer de sentir melhor do que eu, e nem o dono da imobiliária ele era. Pois é.


Depois de muito desgosto, tive o prazer em arrumar trabalho em uma outra imobiliária, onde pelo menos me pagavam o almoço (estava progredindo, eu acho), e em um certo sábado de manhã, tive uma surpresa desagradável.


Seguia pela Avenida da praia, até um imóvel para inciar mais um dia como plantonista, quando o meu "ex-patrão", passando de carro, me viu, e parou para conversamos.


No princípio, foi uma conversa amena, com o sujeito perguntando como estava. Respondi que estava bem (longe dele, é claro que estava ótimo) e aí ele tocou em um fato que o incomodava: o de eu estar trabalhando para um concorrente.


Cheio de arrogância - e confortavelmente sentado dentro do automóvel, enquanto o cara que escreve este desabafo estava de pé - disse que "não foi bonito" eu ter mudado de patrão, sem antes o ter avisado (deixei aquele "empregão" calado). Pois bem, aconteceu o inevitável: DEI UMA DURA NELE. Evitei termos de baixo calão, mas garanto que ele se espantou, pois esperava um comportamento servil de mim. Se despediu apressadamente, justificando pressa - que até o momento da "carcada" não tinha - e foi-se embora.


Alguns meses depois, passei no concurso da prefeitura de Pedro de toledo, onde trabalhei por mais de cinco anos. Depois de apenas um mês, encontrei esse meu "amigo", o qual é claro, perguntou o que fazia para ganhar o pão de cada dia. Naturalmente, fiz questão de contar a verdade, e então fui este blogueiro que se espantou.


Ele arregalou os olhos, baixou a cabeça e após alguns segundos, voltou a olhar para mim, para dizer a mais "SINCERA" FRASE QUE ESCUTEI NESTA VIDA:


"ESTOU FELIZ POR VOCÊ !!!"


Agora estou no meu segundo emprego como servidor público, em Itariri, e sei que aquele senhor me invejou fortemente, apenas mais um tolo de uma cidade onde os invejosos proliferam, gente que adora desmotivar as pessoas que buscam o melhor.


E agora, como devo terminar esta postagem? Ora, eu a encerro torcendo para que esse meu "amigo" leia este texto, recorde dos eventos aqui descritos e ... espera aí? Me desgastando aqui por causa do passado, de uma triste etapa já superada?


Tenho mais o que fazer do que escrever sobre um peruibense que me oprimia: quero motivar todos os que passam ou já passaram por isso a sair em busca de um novo rumo. 




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