MUDAR PERUÍBE OU MUDAR DE PERUÍBE?



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A falta de emprego em Peruíbe continua profunda no período do ano sem temporada - período de "apenas" uns nove meses - e o nosso povo acomodado se recusa a acordar para o fato de que o seu silêncio demonstra conformismo com o nosso mais grave problema social. O grosso dos peruibenses com menos de trinta anos estão achando o caminho de resistência na pura e simples migração. O baixo crescimento demográfico indicado pelo IBGE e questionado pela prefeitura demonstra a escolha de tantos por irem embora . À medida que o desenvolvimento municipal no longo prazo tem sido prejudicado por radicalismos ecológicos, continuidade de uma estratégia turística esgotada e covardia do eleitorado, os jovens preferem migrar do que a sofrer, numa economia com pouquíssimos postos de trabalho decentes.




O texto abaixo é de um caderno especial publicado pelo jornal A TRIBUNA no dia 18 de fevereiro, em homenagem ao aniversário de Peruíbe:




PRESENTE: COMÉRCIO E SERVIÇOS GERAM EMPREGOS


DA REDAÇÃO




Peruíbe comemora 52 anos, hoje, com uma população de 59.793 pessoas, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A proporção de homens e mulheres na Cidade é equilibrada, mas elas são maioria: 48,76% e 51,24%, respectivamente.


Com uma população relativamente pequena, os setores que mais empregam na Cidade são o de comércio e serviços.


Em 2010, de acordo com dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego ( CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, foram admitidas com carteira registrada 426 pessoas na Cidade.


O cargo que mais gerou emprego foi o de cozinheiro geral, com 169 admissões e 92 demissões, resultando em um saldo positivo de 77 pessoas empregadas, recebendo um salário médio de R$ 556,12. Os restaurantes ainda contrataram oito gerentes, com um salário médio de R$ 990,73.


O setor de construção civil também foi responsável por aumentar o número de pessoas empregadas. No ano passado, 204 serventes de obras foram contratados e 167, dispensados, restando um saldo positivo de 37 trabalhadores (salário médio de R$ 753,47).


O comércio também contribuiu e colocou no mercado de trabalho 557 vendedores de comércio varejista. Desse total, 490 foram demitidos e restaram 67, cujo salário médio é de R$ 701,73.


Também foram contratados 184 operadores de caixa e demitidos 125, o que gerou um saldo positivo de 59 pessoas a mais trabalhando nessa função na Cidade, com um salário médio de 762,74.


O saldo de contratações em 2010 também foi positivo para os cargos de Auxiliar de escritório (29 admissões), açougueiro (25), faxineiro (23), motorista de caminhão (23) e assistente administrativo (23).

Fonte: http://www.atribuna.com.br/


Os dados acima demonstram de forma crua as nossas desigualdades. Ninguém entra na classe média ganhando R$ 556,12 ou mesmo R$ 701,73. Falou-se tanto na redução da miséria no Brasil da Era Lula, mas não se vê isso aqui. O velho argumento dos nossos migrantes, de que "em São Paulo se ganha mais", continua a ser um fato indiscutível. E Peruíbe precisa de bem mais do que 426 novos empregos com carteira registrada em um ano, para que as pessoas percebam uma redução real do desemprego local.




Mudar Peruíbe ou mudar de Peruíbe? Pois eu digo aqui, sem utopias, que a segunda opção é a mais fácil e até recomendável na atualidade. Para mudanças profundas nesta sociedade, é preciso que a massa peruibense saia do seu comodismo, mas já que isso não ocorre, resta ao indivíduo isolado decidir se vai continuar a insistir nisto aqui. Não vejo nenhuma covardia nessa escolha, muito pelo contrário.




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