sexta-feira, 18 de agosto de 2017

APÓS PROTESTO, GRUPO CANCELA AUDIÊNCIA SOBRE TERMOELÉTRICA EM PERUÍBE - AGOSTO DE 2017

Com cartazes e faixas, manifestantes tentaram impedir início da audiência


DE A TRIBUNA ON-LINE @atribunasantos MAURÍCIO MARTINS


Um grupo realiza um protesto, na tarde desta quinta-feira (17), contra a construção de uma usina termoelétrica em Peruíbe. A manifestação ocorreu primeiro do lado de fora do Auditório de Afinidades porque nem todos conseguiram entrar para acompanhar a audiência pública.

Com faixas e cartazes e depois insistirem, centenas de manifestantes foram autorizados a entrar para acompanhar a audiência. Entretanto, após muito protestarem, a audiência foi cancelada. O ato foi promovido por moradores e integrantes de ONGs engajadas em projetos ambientais que não querem a instalação de uma usina termoelétrica na cidade. O projeto é de uma empresa particular.





O Projeto

Várias audiências debatem o Projeto Verde Atlântico Energias, que prevê a construção de uma termoelétrica a gás natural em Peruíbe e de um gasoduto de 80 quilômetros que se estenderá por várias cidades da Baixada Santista .

Responsáveis pela empresa GasTrading explicaram a viabilidade da obra. O encontro, na Associação Comercial e Industrial de Cubatão (Acic), foi o primeiro da série de audiências públicas que serão feitas para debater a proposta. As reuniões são obrigatórias antes do processo de licenciamento ambiental. Haverá desmatamento nas áreas das torres de transmissão de energia e de implantação da linha do gasoduto.

O Verde Atlântico Energias deve gerar 4.500 empregos diretos durante a obra e 412 quando em operação, prevista para 2023. O investimento previsto é de R$ 5 bilhões. Os empreendedores garantem que estão tomando todas as providências legais para obter o licenciamento.

“Os impactos existem, não vamos ser hipócritas, mas existe uma regra rigorosa que tem que ser cumprida e será. O projetor espeita absolutamente todas as regras ambientais que se aplicam a ele. O estudo que foi feito ao longo de quase dois anos atesta que existe viabilidade ambiental”, diz o presidente da GasTrading, Alexandre Chiofetti.

O diretor da Associação Comercial de Peruíbe, Jan Rieswick, acha que o projeto é fantástico. “Atende todos os requisitos legais e é fundamental não só para Peruíbe, mas para a Baixada Santista inteira. Há uma histeria ambiental, uma política do não.

A geração de energia hoje é o bem mais disputado no mundo, é o que move o desenvolvimento e a geração de renda”.

Inviável

O presidente do Instituto Maramar, Fabrício Gandini, diz que o empreendimento surgiu de forma repentina, sem condições necessárias para a sociedade conhecê-lo. “O grande problema é que o empreendimento não respeita, ou não conhece, o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) da Baixada.

Não existe licenciamento ambiental onde o ZEE impede”. A engenheira agrônoma Mari Polachini, do Movimento Contra as Agressões à Natureza (Mocan) de Peruíbe, diz que a empresa esquece o outro lado. “É gás natural de petróleo, todo combustível fóssil é poluente. A termoelétrica é uma tecnologia que caiu em desuso. O tipo de gás que ela emite provoca chuva ácida e efeito estufa”.

Para a engenheira, o empreendimento deveria ser proibido. “Querem construir um porto e captar 3,4 milhões de litros de água por hora, um terço jogar na nossa rede de esgoto e os dois terços na praia do Centro, 8 graus acima da temperatura e com 23 químicos diferentes”.



FONTE: A TRIBUNA


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MARCADORES: AUDIÊNCIA PÚBLICA, PROTESTO, USINA TERMOELÉTRICA EM PERUÍBE, 17 DE AGOSTO DE 2017

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